sexta-feira, 22 de junho de 2012

O regresso dos que nunca foram


Era meia-noite, o sol brilhava entre as trevas de um dia claro e bonito.
Um mosquito vestido sem roupas com as mãos nos bolsos, estava sentado em pé, numa pedra de pau, a beira de um rio seco, ele latia:
-''Prefiro morrer do que perder a vida!''
Naquele momento, logo depois, um hipopotamo mudo disse a um leão surdo que estava intrigado pois um falcão cego não parava de olhar para ele, enquanto o surdo estava a ouvir o mudo falar, um caracol aleijado corria atrás de um canguro parado.
Bem longe daqui, mas mesmo ali ao lado, um macaco alto, moreno, careca, mas muito baixo, penteava cortando seus longos cabelos loiros.
A noite, durante o sono, um morcego sentiu uma apetitosa falta de comer um prato sem alimentos, também viu peixes a nadar na relva verde, tartarugas a saltar de galho em galho, enquanto os bois nadavam num lago seco.
Outros suicidavam-se para viver, veio então um burro a comer um guardanapo e limpar a boca com um pedaço de bife, assim ele começou a declarar uma poesia, calado dizia:
-"Mais vale um vivo morto, que um morto vivo".
Quando acordei com um despertador a ladrar, deitado no relógio, preparei-me para mais um dia de descanso, com muito trabalho…

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